Ancelotti mira o meio-campo para reconstruir a Seleção rumo a 2030

Ancelotti mira o meio-campo para reconstruir a Seleção rumo a 2030

Encerrada a Copa de 2026, o Brasil vira a página da pior campanha desde 1966. Carlo Ancelotti aponta o meio-campo como prioridade da reconstrução, com aval da CBF até 2030 e Endrick e Rayan já no elenco.

Nesta página

O recomeço começa pelo meio

A Copa de 2026 terminou com a Espanha no topo, e para o Brasil o assunto agora é outro: a reconstrução. A Seleção nem chegou perto da decisão. Caiu ainda nas oitavas de final para a Noruega, por 2 a 1, com dois gols de Haaland nos minutos finais. Foi a pior campanha do Brasil em Copas desde a queda na primeira fase de 1966, e a eliminação mais precoce desde 1990, segundo a ESPN. Para o pentacampeão mundial, um vexame difícil de digerir.

Ainda no calor da queda, Carlo Ancelotti tentou virar a página. "Hoje temos que lidar com a decepção e, a partir de amanhã, podemos pensar no futuro da Seleção", disse à ESPN. Com o torneio agora encerrado, o italiano já deixou claro por onde recomeça: o meio-campo.

Ancelotti crava a prioridade

O técnico não escondeu o diagnóstico. "Vamos usar esta derrota como combustível para o novo ciclo", afirmou, segundo a ESPN. E foi direto ao ponto que mais o incomodou: "No meio-campo, acho que precisamos mexer em alguns jogadores." Ancelotti pediu sangue novo, "talentos jovens" e "jogadores de alto nível chegando ao futebol brasileiro".

O contexto explica a pressa. Neymar já se despediu da Seleção, e a ESPN aponta que Casemiro e Fabinho, dois pilares de um miolo de campo que envelheceu junto, devem seguir o mesmo caminho. Casemiro, aliás, foi convocado para o que se esperava ser sua última Copa, segundo o CBS Sports. A engrenagem que sustentou o time nos últimos anos precisa de peças novas.

Os garotos que já estão à mão

A reconstrução é tanto achar caras novas quanto dar minutos a quem já está por perto. O elenco da Copa apostou em Endrick, atacante do Real Madrid tratado pela imprensa como uma das joias mais promissoras do mundo, e em Rayan, ponta de 19 anos do Bournemouth. Nenhum dos dois foi decisivo, mas ambos carregam o rótulo de futuro.

Fora da lista ficou Estêvão. Na hora de fechar os 26 nomes, Ancelotti preferiu a experiência e deixou o jovem de fora, segundo o CBS Sports. Num ciclo que agora se abre, ele vira candidato natural a ganhar espaço.

O aval da CBF e o que vem pela frente

A cúpula bateu o martelo: Ancelotti fica. A CBF renovou a confiança no treinador, que assumiu a Seleção em maio de 2025 e, dois meses antes da Copa, ampliou o contrato até 2030. O coordenador Rodrigo Caetano confirmou o rumo. A ideia é "seguir o trabalho com o treinador até a Copa de 2030, fazendo os ajustes necessários", disse à ESPN, e pediu calma: "Que a gente tenha ao menos um mínimo de tranquilidade para seguir em frente."

O capitão Marquinhos foi na mesma toada e pediu paciência à torcida, ciente de que a cobrança sobre o novo ciclo será grande. "Eles têm quatro anos para trabalhar rumo a grandes conquistas na próxima Copa", afirmou, segundo a ESPN.

Quatro anos parecem muitos, mas o relógio da reconstrução já corre. A próxima lista de convocados vai dizer quais nomes Ancelotti chama para remontar o meio de campo, e se os garotos vão mesmo assumir o protagonismo que faltou nos Estados Unidos. No fim, sobra a pergunta rumo a 2030: quem vai mandar no jogo do Brasil?

Fontes

No comments yet