Virada no sufoco, e a albiceleste na final
A Inglaterra saiu na frente com Anthony Gordon, aos 55 minutos, e por meia hora sonhou com a final. Não deu. Na quarta-feira, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a Argentina virou no sufoco: Enzo Fernández empatou aos 85 e Lautaro Martínez cravou o 2 a 1 aos 92, no apagar das luzes. Vitória de virada, e a albiceleste de volta à decisão da Copa do Mundo.
Nos dois gols, a mesma assinatura. Foi de Messi o passe que deixou Enzo na cara do empate, e foi dele, de novo, a assistência para Lautaro decidir no fim. Dois toques, dois gols. O craque comandando a seleção que ele mesmo levou ao título em 2022.
Do outro lado da chave, a Espanha já tinha carimbado o seu lugar. Bateu a França por 2 a 0 na outra semifinal e chega à final sem sustos.
A um jogo do bi e da quarta estrela
Agora a albiceleste encara a Espanha no domingo, 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 15h no horário do leste dos Estados Unidos. É a primeira final de Copa do Mundo entre os dois países.
De um lado, a Espanha, campeã única em 2010, no time de Del Bosque. Do outro, a Argentina, tricampeã em 1978, 1986 e 2022, a um passo do quarto título. E ainda tem o duelo de gerações: Messi de um lado, o jovem Lamine Yamal, a joia espanhola, do outro.
Não seria um quarto troféu qualquer. A Argentina é a atual campeã, dona da taça erguida em 2022. Se levantar de novo, emenda o bicampeonato, façanha que ninguém repete desde o Brasil de 1958 e 1962. Na história inteira da competição, só duas seleções venceram duas seguidas: a Itália (1934 e 1938) e a nossa. O hermano agora bate na porta desse clube fechadíssimo.
E o Brasil vê de casa
Dói mais porque a gente está fora. E não é qualquer rival na decisão: é a Argentina, a de todas as histórias. O Brasil caiu logo nas oitavas, para a Noruega de Haaland, que fez os dois gols no 2 a 1 do dia 5 de julho. Foi a primeira vez desde 1990 que a seleção não chega às quartas de final de uma Copa.
Enquanto o Brasil arruma as malas, o rival de sempre segue vivo, com Messi ditando o ritmo e a albiceleste a um jogo de encostar de vez na nossa história. Encostar, e não passar: mesmo com o quarto título, a Argentina chegaria a quatro estrelas, ainda atrás das cinco do Brasil. Esse posto continua nosso.
Do vestiário brasileiro, o discurso é de recomeço. 'Temos que lidar com a decepção e, a partir de amanhã, pensar no futuro desta seleção. Estamos no começo de um ciclo, não no fim', disse o técnico Carlo Ancelotti, segundo o ESPN. O treinador falou em orgulho do elenco e em uma experiência valiosa, mas, para a torcida, a conta ainda não fecha.
Falta o domingo. A Espanha de 2010 não é freguesa de ninguém, e o que vai acontecer no MetLife ninguém sabe ainda. Só que, do sofá, o roteiro já ficou cruel: o pesadelo que a torcida temia na véspera virou cenário real. Resta acompanhar, entre o incômodo e a curiosidade, a albiceleste tão perto de mais uma estrela.
Fontes
- Al Jazeera
- ESPN
- Olympics.com
- World Soccer Talk
- Cover photo: via Wikipedia / CC/Wikimedia (see file page), via Wikimedia Commons


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