Brasil cai para a Noruega nas oitavas, e Haaland empurra a Selecao ao maior jejum da historia
A festa era da Noruega, e o silencio, do Brasil. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, a Selecao perdeu por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e deu adeus ao torneio no domingo (5), diante de um Erling Haaland em tarde inspirada. O centroavante marcou os dois gols noruegueses, e Neymar apenas descontou nos acrescimos, de penalti, segundo a CNN Brasil.
O roteiro doeu porque foi construido aos poucos. O time de Carlo Ancelotti controlou a bola por longos trechos, mas criou pouco diante de uma defesa bem postada. Aos 34 minutos do segundo tempo, Haaland ganhou no alto de Bruno Guimaraes apos cruzamento pela esquerda e cabeceou firme, sem chance para Alisson, conforme o relato da Olympics.com. Foi o lance que mudou o jogo e espalhou o nervosismo pela torcida brasileira.
Ancelotti tentou reagir. Aos 33 do segundo tempo, o tecnico italiano sacou Bruno Guimaraes e colocou Ederson para dar mais gas ao meio de campo, e ainda mexeu em outras pecas para buscar o empate, de acordo com a Olympics.com. Mas foi a Noruega quem ampliou. Ja na beirada dos acrescimos, com a Selecao toda entregue ao ataque, Haaland recebeu na quina da area, encontrou espaco de sobra e bateu rasteiro no canto para fazer o segundo. Quando Neymar converteu o penalti no fim, o descontro ja tinha gosto de despedida.
O numero que ficou e cruel. Com a queda ainda nas oitavas, o Brasil amarga o maior jejum de titulos mundiais de sua historia: ate a Copa de 2030, serao 28 anos sem levantar a taca, o intervalo mais longo desde a conquista do penta em 2002, como destacou a CNN Brasil. E a sexta Copa seguida sem o titulo. Foram quartas de final em 2006, 2010, 2018 e 2022, a queda na semifinal de 2014 e, agora, o adeus precoce no mata-mata.
Ha um detalhe historico que aperta ainda mais. A ultima vez que o Brasil tinha caido logo nas oitavas foi em 1990, tambem para um rival de peso. De la para ca, a Selecao sempre passara da primeira fase eliminatoria. O tropeco diante da Noruega quebra essa marca e abre uma temporada de perguntas incomodas sobre elenco, geracao e projeto.
Mesmo derrotado, Ancelotti pediu calma e ja mirou o futuro. "Nao e o fim, mas o inicio", disse o treinador, segundo a FIFA, sinalizando que enxerga o ciclo ate 2030 como uma reconstrucao de medio prazo. A CBF, pelo que se noticiou, mantem o italiano no comando para esse periodo mais longo de trabalho.
O que vem agora e a parte dificil de qualquer eliminacao: separar o que foi azar do que foi limite. O Brasil teve posse, teve nomes, mas de novo esbarrou na eficiencia europeia e na falta de um golpe decisivo no ataque. Haaland precisou de dois momentos para resolver. A Selecao teve o jogo inteiro e nao achou o seu. Sobrou volume, faltou o gol que decide, e a Noruega soube castigar cada brecha com uma frieza que o Brasil nao teve.
A conta agora corre para 2030, quando o Brasil tentara encerrar o jejum mais longo de sua historia e perseguir, enfim, o sonhado hexa. Ate la, sobra tempo para digerir mais uma Copa que terminou cedo demais.



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