Espanha caça o título mundial perdido desde 2010 e o sonho de coroar Yamal no MetLife

Espanha caça o título mundial perdido desde 2010 e o sonho de coroar Yamal no MetLife

Campeã da Eurocopa de 2024, a Espanha está a um jogo de reaver a taça perdida desde 2010. Vencer a Argentina devolveria o mundo à Roja e coroaria Yamal, aos 19 anos, como o campeão mais jovem da era moderna.

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A Espanha está a noventa minutos de fechar uma conta aberta desde 2010. Neste domingo, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, a seleção de Luis de la Fuente encara a Argentina de Messi na final da Copa do Mundo 2026. E, para a Roja, o que está em jogo vai muito além de parar o camisa 10 argentino.

Uma taça que sumiu desde a África do Sul

Faz dezesseis anos que a Espanha não levanta um Mundial. O último veio em 2010, na África do Sul, com o gol de Iniesta na prorrogação da decisão contra a Holanda. Depois disso, só frustração: eliminações precoces e uma geração dourada que se despediu sem repetir o feito.

Agora a história pode virar outra página. Campeã da Eurocopa de 2024, a Espanha chega embalada e, se vencer, volta a segurar Europa e mundo ao mesmo tempo, exatamente como no auge de Xavi e Iniesta, que emendaram Euro 2008, Copa 2010 e Euro 2012. Para chegar à final, a Roja passou pela França por 2 a 0 na semifinal.

Yamal, Oyarzabal e uma nova era

No centro de tudo está um garoto de 19 anos. Se a Espanha for campeã, Lamine Yamal se torna o campeão mundial mais jovem da era moderna, com a taça na mão antes dos 20. Na idade em que a maioria ainda tenta se firmar, ele pode terminar a Copa como protagonista. É o rosto do projeto que De la Fuente montou apostando na juventude.

Mas o ataque não vive só de Yamal. O artilheiro da Espanha no torneio é Mikel Oyarzabal, com 5 gols, o homem de área que aparece quando o jogo aperta. Não é o nome mais badalado da Roja, mas é quem tem faturado no torneio. No meio-campo, Rodri, Bola de Ouro de 2024, dá o compasso e comanda a posse que virou a assinatura da seleção.

De la Fuente também joga por si. Campeão europeu há dois anos, o técnico pode se tornar o comandante que devolveu a Espanha ao topo do mundo, colecionando os dois troféus mais cobiçados do continente e do planeta em 24 meses.

Do outro lado, a campeã do mundo

O obstáculo é o maior possível: a tricampeã do mundo. A Argentina de Lionel Scaloni defende o título de 2022 e chegou à decisão depois de bater a Inglaterra por 2 a 1. Messi, aos 39 anos e no que deve ser sua última Copa, persegue marcas próprias: pode ser o primeiro a liderar dois títulos mundiais seguidos desde Pelé e o primeiro capitão a defender a taça desde Cafu, em 2002.

O supercomputador da Opta aponta a Espanha como favorita, com cerca de 59% de chances contra 41% da Argentina. Mas favoritismo não decide final, e a Argentina tem histórico de sobra em desmentir prognóstico. Basta lembrar de 2022, quando a albiceleste bateu a França nos pênaltis em plena decisão.

O que esperar hoje

A bola rola às 16h de Brasília, 15h no horário do leste dos Estados Unidos, no gramado do MetLife. De um lado, a Argentina joga pela despedida de um ídolo e por uma quarta estrela. Do outro, a Espanha tenta encerrar um jejum de dezesseis anos, coroar um adolescente e escrever mais um capítulo grandioso na sua história de Copas. Duas ambições enormes, noventa minutos (ou mais) para resolver.

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