Inglaterra encara a França em Miami atrás da 1ª medalha desde 1966

Inglaterra encara a França em Miami atrás da 1ª medalha desde 1966

Sábado, no Hard Rock Stadium, a Inglaterra de Tuchel disputa com a França um bronze que valeria a melhor campanha inglesa desde o título de 1966. E a Chuteira de Ouro, com Kane e Bellingham vivos, entra junto.

Nesta página

Sábado, 18 de julho, Hard Rock Stadium. É em Miami que a Inglaterra de Thomas Tuchel entra em campo contra a França com algo raro em uma disputa de 3º lugar: história de verdade valendo. Um bronze seria a melhor campanha inglesa desde a taça de 1966 e a primeira medalha do país em 60 anos.

As duas seleções chegam machucadas. A França foi superada por 2 a 0 pela Espanha na semifinal, e a Inglaterra caiu por 2 a 1 diante da Argentina. Ninguém sonha em jogar a pequena final. Mas, quando a bola rola, o orgulho fala mais alto, e desta vez há muito em jogo.

A conta que a Inglaterra quer fechar

A disputa de 3º lugar tem má fama, e não sem motivo: é o jogo do quase, o consolo de quem sonhava com a decisão. Na maioria das vezes, os times entram mais por obrigação do que por desejo. A edição deste sábado, porém, foge do roteiro.

É que, para os ingleses, a matemática muda tudo. A Inglaterra nunca terminou uma Copa do Mundo em 3º lugar. Depois do título de 1966, o máximo que conseguiu foi o 4º lugar, em 1990 e em 2018, e nas duas vezes tropeçou justamente na pequena final. Vencer no Hard Rock seria subir ao pódio pela primeira vez em 60 anos, um feito que nem os times de 1990 nem os de 2018 alcançaram. Não é o troféu que Tuchel foi buscar nos Estados Unidos, mas é um lugar na história que escapa ao país desde então.

Chuteira de Ouro ainda em aberto

Tem mais coisa valendo no Hard Rock. A Chuteira de Ouro segue viva, e três dos principais candidatos entram em campo já no sábado. Harry Kane e Jude Bellingham desembarcam em Miami com 6 gols cada, atrás de Kylian Mbappé, artilheiro do Mundial com 8.

Os dois ingleses ganham, assim, mais uma rodada para encostar antes da decisão. Só que a briga não se resolve apenas em Miami. Lionel Messi também soma 8 gols e leva a melhor sobre Mbappé pelo critério de assistências, mas o craque argentino guarda as energias para a final de domingo, no MetLife. Ou seja: o prêmio de artilheiro só vai se decidir ao longo dos dois últimos jogos do torneio. Cada bola na rede pesa. Para Kane e Bellingham, a vantagem é sutil mas real: eles entram em campo antes de Messi e terminam o sábado já sabendo a que distância estão do argentino.

A França fecha um ciclo

Do outro lado, os Bleus encaram a pequena final em fim de linha. É o último jogo de Didier Deschamps no comando da França: o técnico avisou, antes mesmo do início da Copa, que deixaria o cargo. Quem senta no banco depois dele ainda é papo de bastidor, com o nome de Zinédine Zidane circulando na imprensa, mas nada oficial até agora.

Antes de qualquer novela sobre o futuro, porém, há um duelo para honrar. Uma seleção francesa dificilmente entra em campo só para cumprir tabela, ainda mais numa despedida. E o próprio Mbappé, com a artilharia em jogo, tem motivo de sobra para buscar a rede em Miami.

No sábado, em Miami, a Inglaterra vai atrás de um lugar no pódio que nunca ocupou, com Kane e Bellingham de olho na artilharia. No domingo, no MetLife, Espanha e Argentina decidem o título. Mas antes da grande final, há um bronze de 60 anos esperando por dono.

Fontes

No comments yet