Lionel Messi. Photo: Saadick Dhansay / CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Forbes avalia Messi em US$ 1,1 bilhão e o coloca no clube seleto de Cristiano Ronaldo

A revista americana estima a fortuna do argentino em US$ 1,1 bilhão e o coloca ao lado de Cristiano Ronaldo. Outras fontes são mais cautelosas e falam em algo entre US$ 850 milhões e US$ 950 milhões.

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Lionel Messi acaba de cruzar uma linha que pouquíssimos atletas alcançam. A Forbes avalia a fortuna do argentino em cerca de US$ 1,1 bilhão e, com isso, o coloca no pequeno clube dos bilionários do futebol. A notícia chega poucos dias depois de Messi, aos 39 anos, terminar a Copa do Mundo como vice-campeão: a Argentina perdeu a final de 2026 para a Espanha.

Bilionário, com uma ressalva

Vale o cuidado com o número. A cifra de US$ 1,1 bilhão é a conta da Forbes, replicada pelo Marca, e nem todo mundo enxerga a fortuna tão alta. Estimativas mais conservadoras, feitas no início de 2026, colocam o patrimônio de Messi entre US$ 850 milhões e US$ 950 milhões. Ou seja: ele está na fronteira do bilhão, dependendo de quem faz as contas.

No futebol, a companhia é curta. Cristiano Ronaldo é o outro nome que orbita ou já ultrapassou a marca do bilhão. São dois caminhos diferentes para o mesmo lugar: o português puxado pelo salário astronômico na Arábia Saudita, o argentino por uma mistura de salário, patrocínios e participação em negócios.

De onde vem o dinheiro

Nos Estados Unidos, Messi é o jogador mais bem pago da MLS. Sua remuneração garantida no Inter Miami gira em torno de US$ 28,3 milhões em 2026, com salário-base perto de US$ 12 milhões. Mas essa é só a ponta visível.

Em março de 2026, o coproprietário do clube, Jorge Mas, disse que Messi embolsa algo entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões por ano quando se somam a fatia da receita do Apple MLS Season Pass, os acordos com Adidas e Fanatics, bônus e participação acionária. Fora do campo, os patrocínios rendem cerca de US$ 70 milhões anuais, de um contrato vitalício com a Adidas a parcerias com Apple, PepsiCo, Mastercard, Budweiser, Gatorade e Fanatics. Somando tudo, dentro e fora das quatro linhas, a Forbes calcula os ganhos de Messi em 2026 em torno de US$ 140 milhões.

Muito além do gramado

A fortuna não para no salário. Messi tem uma opção de participação no Inter Miami, franquia que disparou de valor: de cerca de US$ 585 milhões antes de 2023 para algo entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,45 bilhão hoje. É o tipo de aposta que transforma o jogador em sócio.

Há também o dinheiro do turismo. Messi é embaixador do Visit Saudi, a marca de turismo saudita, num acordo de cerca de US$ 25 milhões por três anos (perto de US$ 8,3 milhões por ano). Vale separar esse contrato da proposta bilionária que a liga saudita teria feito para tê-lo jogando por lá, oferta que ele recusou.

E tem o empreendedor. Em junho de 2024, ele lançou a Mas+ (Mas Plus), sua bebida de hidratação, e mantém investimentos em produção audiovisual e hotelaria. Ao longo de 23 temporadas como profissional, a estimativa é de que só de salários Messi tenha acumulado cerca de US$ 1,6 bilhão: aproximadamente US$ 700 milhões em 17 anos de Barcelona, cerca de 40 milhões de euros por ano no PSG e os US$ 70 milhões a US$ 80 milhões anuais em Miami.

O vice na Copa dói, mas não mexe no bolso. Aos 39 anos, Messi construiu um patrimônio que sobrevive ao apito final, e a próxima cifra da Forbes vai dizer se ele fura de vez a barreira do bilhão ou se as contas mais cautelosas estavam certas o tempo todo.

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