A Copa acabou cedo para o Brasil. O calendário do Peixe, não.
Neymar voltou aos treinos no CT Rei Pelé e tem retorno marcado ao Santos contra a Chapecoense, no Brasileirão. A confirmação veio do técnico Cuca, segundo ge.globo e Estadão. Não é rumor de bastidor. É escala de clube.
O camisa 10 deixou a Seleção após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas, com gol dele nos acréscimos que não evitou a eliminação. Relatos da imprensa situam esse desenlace em Nova Jersey. Daí para a Vila, o caminho foi curto: férias, reforço físico e reapresentação.
Cuca fala, o Peixe agenda
Após o jogo da Sul-Americana contra a Universidad Central, na Venezuela, Cuca tirou a dúvida. «Neymar está confirmado para sábado», disse o treinador, conforme o ge. A justificativa foi prática: sequência apertada, quatro jogos em dez dias, e o craque fortalecendo longe da viagem pesada.
O Estadão reforçou o mesmo roteiro. Neymar treinou no grupo, foi relacionado e entrou no plano de titularidade para o duelo com a Chapecoense na Vila Belmiro. A última bola rolando com a camisa do Santos tinha sido em maio, contra o Coritiba, antes da lesão na panturrilha e da pausa mundialista.
Para a torcida, o retorno tem cheiro de alívio e de cobrança ao mesmo tempo. Alívio porque o nome está de volta. Cobrança porque o Peixe precisa de pontos, e o camisa 10 não volta para figurinha.
Contrato até dezembro, intenção de cumprir
O vínculo com o Santos vai até dezembro de 2026. ge e O Globo relatam que Neymar deixou claro à diretoria a intenção de cumprir o contrato até o fim antes de decidir o próximo passo. Há menções a cenários futuros, da possível aposentadoria a um interesse dos Estados Unidos. Nada disso está fechado. O concreto, agora, é o Peixe até dezembro.
Esse detalhe organiza a conversa. Quem transforma cada treino em novela de saída erra o timing. O clube vive pressão financeira e esportiva; o jogador volta para liderar uma reação no returno. O resto é capítulo de fim de ano.
O episódio do pôquer, em dose curta
Na folga em que o Santos jogava na Venezuela, Neymar foi visto em um torneio de pôquer em São Paulo, segundo Estadão e O Globo. Gerou ruído nas redes. O clube, no entanto, manteve o foco no cronograma físico e na confirmação de Cuca para o Brasileirão. A polêmica existiu. Não cancelou o retorno.
O que o Santos precisa dele
No elenco de Cuca, Neymar soma criação e peso de decisão. Gabigol segue como referência de gols na temporada, pelos números citados na cobertura local. O camisa 10 chega para repartir protagonismo, não para disputar manchete vazia. Quatro jogos em dez dias pedem rodízio inteligente e pernas disponíveis.
A torcida da Vila conhece o roteiro: quando Neymar treina normal, a expectativa sobe antes mesmo do apito. Contra a Chapecoense, o script é de reestreia pós-Copa. Se rende, empurra o Peixe. Se titubeia, a cobrança volta no mesmo volume do carinho.
O próximo lance
O imediato é bola rolando no Brasileirão. Depois vêm Sul-Americana, Copa do Brasil e a conta física de quem voltou de seleção sem férias longas. O contrato em dezembro continua no horizonte. Até lá, Neymar é do Santos, Cuca conta com ele, e a Chapecoense foi o primeiro teste público dessa volta.
A Seleção caiu. O Menino da Vila reapareceu no CT Rei Pelé. Agora o juiz de valor é outro: três pontos, sequência e a resposta dentro de campo.


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