Espanha bate Portugal nos acrescimos, e Cristiano Ronaldo se despede das Copas sem a taca
O fim chegou no ultimo lance, como quase sempre chega quando doi mais. Em Dallas, a Espanha venceu Portugal por 1 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, na segunda-feira (6), com um gol nos acrescimos, e mandou os portugueses para casa. No mesmo instante, encerrou-se um dos capitulos mais longos da historia dos Mundiais: o de Cristiano Ronaldo, que se despede da competicao aos 41 anos sem nunca ter erguido a taca, segundo o Lance e a Gazeta Esportiva.
O gol saiu quando o empate ja parecia levar o duelo para a prorrogacao. Mikel Merino recebeu um passe acucarado de Ferran Torres e bateu na saida do goleiro Diogo Costa para calar a torcida lusa nos acrescimos, conforme a Gazeta Esportiva. Foi o suficiente para colocar a Espanha nas quartas e deixar Portugal com a sensacao amarga de quem esteve perto e escorregou no fim.
Portugal se segurou por quase toda a partida, mas o roteiro cobrou o preco de um ataque que criou pouco. A Espanha empurrou, rondou a area e achou o espaco na hora derradeira. Diogo Costa ainda tentou fechar o angulo, mas Merino foi mais esperto no momento decisivo.
O peso do jogo, porem, foi muito alem do placar. Este era, assumidamente, o ultimo Mundial de Cristiano Ronaldo. O capitao portugues encerra uma trajetoria unica na principal competicao de selecoes: seis Copas disputadas, algo que nenhum outro jogador homem havia alcancado, com gols em todas elas, de 2006 a 2026, de acordo com a FIFA. Ele deixa o torneio como maior artilheiro de Portugal na historia dos Mundiais, com 11 gols, marca que superou os 9 de Eusebio, que resistia desde 1966.
Ha uma ironia dura nessa despedida. Ronaldo colecionou praticamente tudo o que o futebol oferece, mas a Copa do Mundo foi o troteu que sempre lhe escapou. Portugal chegou perto em outras edicoes, viveu o auge da geracao que ganhou a Eurocopa de 2016, e mesmo assim nunca traduziu esse talento em uma final de Mundial. O adeus em Dallas fecha essa conta em aberto.
Apos o apito final, o craque preferiu o silencio, sem entrevistas na saida de campo, num gesto que dizia mais do que qualquer frase. A imagem de um Ronaldo calado, cabeca baixa, resume o tamanho da frustracao de quem sabia que aquela era a ultima chance.
Para Portugal, a eliminacao abre um ciclo de transicao. A selecao ainda tem nomes de peso no elenco, mas tera de se reinventar sem a referencia que carregou a camisa 7 por quase duas decadas. A pergunta que fica nos bastidores portugueses e como reconstruir um ataque que dependeu tanto, por tanto tempo, de um unico homem.
Do outro lado, a Espanha seguiu firme no mata-mata e confirmou o favoritismo que carregava desde o inicio. Venceu sem brilhar, mas com a frieza dos times que sabem esperar o momento certo. Merino apareceu quando o jogo pedia um heroi, e a Furia avancou.
Cristiano, esse, sai de cena. Nao com o final que sonhava, mas com um legado que dispensa apresentacoes. A Copa do Mundo foi a linha que ele nunca cruzou. Todo o resto, ele ja tinha cruzado ha muito tempo.



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