FIFA leva a fórmula do Super Bowl para a final da Copa: show de intervalo com Shakira e Madonna no MetLife

FIFA leva a fórmula do Super Bowl para a final da Copa: show de intervalo com Shakira e Madonna no MetLife

Pela primeira vez em quase um século de Mundiais, a final terá show de intervalo nos moldes do Super Bowl. Chris Martin assina a curadoria e Shakira, Madonna e Coldplay aparecem no elenco divulgado para o MetLife.

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A Copa importa a fórmula do Super Bowl

Pela primeira vez em 96 anos de Copas do Mundo, a decisão do Mundial vai ter show no intervalo. A FIFA pegou emprestada a fórmula do Super Bowl e montou, para a final de domingo no MetLife Stadium, um espetáculo de cerca de 11 minutos. A ideia não é roubar a cena do jogo, e sim emoldurá-lo.

Quem acompanha o futebol americano conhece bem a receita: parar tudo no meio da partida para um show de música pop. No futebol, é novidade absoluta. Nenhuma final de Copa, em quase um século de história, teve algo parecido.

O que sempre foi exclusividade da NFL vira, agora, capítulo de uma final de Copa. E não em qualquer lugar: o MetLife fica na região metropolitana de Nova York, justamente o mercado que transformou o show de intervalo em fenômeno de audiência.

Segundo a FIFA e a imprensa internacional, a curadoria musical ficou nas mãos de Chris Martin, vocalista do Coldplay. É ele quem desenha o roteiro dos poucos minutos que separam o primeiro do segundo tempo da maior partida do calendário do futebol. Não é um show à parte, colado no jogo por acaso: é uma produção pensada para caber no compasso da final.

Shakira, Madonna e um elenco de estrelas

A lista de atrações divulgada até agora daria inveja a qualquer festival. Shakira, Madonna, Justin Bieber, BTS, Burna Boy e o próprio Coldplay aparecem entre os nomes anunciados. Para dar liga ao pop, a regência fica com Gustavo Dudamel à frente da New York Philharmonic, num encontro pouco comum entre estádio, palco e orquestra.

Um detalhe importante antes de qualquer euforia: nada está cravado. A FIFA ainda não bateu o martelo sobre a formação final, e os nomes podem mudar até o dia do jogo. A ordem das apresentações também não foi confirmada, então qualquer roteiro que circule por aí ainda é palpite.

Shakira puxa a identificação latina, e ela cai como uma luva. No domingo, quem decide o título é a Argentina, que bateu a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, contra a Espanha, que passou pela França por 2 a 0. Sangue latino dos dois lados, dentro e fora das quatro linhas.

A causa embaixo dos holofotes

O show não é só festa. Ele serve de vitrine para o FIFA Global Citizen Education Fund, que tem como meta arrecadar US$ 100 milhões para a educação de crianças. É a bandeira que a FIFA faz questão de erguer: as estrelas no palco, a causa no centro das atenções.

Para a torcida latino-americana, o pacote chega redondo. Um domingo de final, duas seleções de peso brigando pela taça e, no meio do caminho, alguns dos maiores nomes da música pop mundial cantando no gramado do MetLife.

Para a FIFA, o cálculo é simples. A final já entrega o maior público de TV do ano; somar Shakira, Madonna e companhia é esticar esse alcance para além dos torcedores de futebol, mirando quem liga a televisão pela música.

O apito inicial está marcado para domingo, 19 de julho, em East Rutherford, Nova Jersey. Antes de Espanha e Argentina decidirem quem levanta o troféu, o intervalo promete um espetáculo inédito na história da Copa. Falta só uma resposta, e das mais aguardadas: quem, de fato, vai subir ao palco.

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