12 a 0 em chutes no alvo: a Espanha sufoca a Argentina nos números e fatura o bi mundial

12 a 0 em chutes no alvo: a Espanha sufoca a Argentina nos números e fatura o bi mundial

A Espanha bateu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bi mundial. O gol saiu com Ferran Torres, mas a conta pesa mais: 65% de posse e 12 a 0 em chutes no alvo.

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A Espanha é bicampeã mundial. Bateu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, no MetLife Stadium, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos. O placar magro esconde um jogo de mão única. Basta abrir a ficha técnica: 65% de posse, 19 finalizações a 2 e, o número que resume a noite, 12 a 0 em chutes no alvo. A atual campeã não acertou uma única bola no gol espanhol nos 120 minutos.

A posse que virou cerco

O domínio começou pela bola. A Espanha ficou com 65% da posse e transformou isso em volume: 762 passes certos, com 89% de acerto, contra 358 dos argentinos, que erraram quase um quarto do que tentaram (77%).

A posse não foi enfeite. Virou território: a Espanha empurrou a Argentina para o próprio campo e raramente devolveu a bola aos pés de Messi.

Enquanto o time de Luis de la Fuente rodava a bola com Rodri de maestro no meio, a Argentina corria atrás. E corria muito. Foram 25 faltas argentinas contra 21 espanholas, sinal de quem tentava frear no tapa o que não conseguia frear no passe.

12 a 0, o placar que o marcador não mostrou

Na pontaria, o abismo. Dezenove finalizações da Espanha, só duas da Argentina, e o detalhe que envergonha a atual campeã: nenhuma delas nos 90 minutos. As duas únicas tentativas argentinas saíram já na prorrogação, e nenhuma foi no alvo. Doze chutes no gol a zero. O xG conta a mesma história por outro caminho: 1,94 a 0,20, quase dez vezes mais perigo criado por um lado só. Foram quatro grandes chances para a Espanha e nenhuma para a Argentina. Zero finalização no alvo em 120 minutos resume o ataque argentino na decisão.

Se não virou goleada, o mérito tem nome: Emiliano Martínez. O goleiro argentino fez 11 defesas e segurou o time em pé quando o jogo já pedia três ou quatro. Onze defesas numa decisão de Copa é atuação de herói em causa perdida. Do outro lado, o goleiro espanhol atravessou os 120 minutos sem trabalho: zero defesas.

O gol saiu no detalhe, aos 106. Nico Williams desviou de cabeça na pequena área e Ferran Torres apareceu na primeira trave para empurrar para as redes, sem chance para Martínez. Ainda deu tempo de a Argentina terminar com dez, com uma expulsão nos minutos finais da prorrogação, num lance que já não mexia no placar.

O que os números deixam para cada lado

Para o torcedor brasileiro, há um gosto especial em ver a Argentina sair de mãos vazias. A vizinha chegou à decisão como atual campeã, tinha passado pela Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, mas travou diante do time mais completo do torneio. Messi, aos 39 anos, no que deve ter sido sua última Copa, não finalizou no alvo e ainda perdeu a artilharia: a Chuteira de Ouro ficou com Kylian Mbappé, autor de 10 gols, contra os 8 do argentino, que passou em branco na decisão.

Do lado espanhol, o número que fica é a idade. Lamine Yamal, 19 anos, é campeão do mundo e entra na lista dos mais jovens da era moderna a levantar a taça. A Espanha, que havia batido a França por 2 a 0 na outra semi, fecha o ciclo com a dobradinha Eurocopa 2024 e Copa 2026, sob o comando de De la Fuente, e volta ao topo do mundo pela primeira vez desde 2010.

A Bola de Ouro do torneio ainda não tem dono confirmado, com Yamal e Rodri entre os favoritos. O resto já está decidido. Os números escreveram esta final, e todos apontaram para o mesmo lado.

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