A Espanha é campeã do mundo pela segunda vez. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o time de Luis de la Fuente venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e levantou a taça da Copa 2026, o primeiro título mundial da seleção espanhola desde 2010. Depois de 90 minutos sem gols, coube a Ferran Torres, aos 106, decretar a queda da atual campeã.
O lance decisivo nasceu pela esquerda. Nico Williams apareceu na pequena área e cabeceou rasteiro para o meio; do outro lado, Ferran surgiu no primeiro pau e empurrou para a rede, sem chance para Emiliano Martínez. Foi o gol que a Espanha vinha buscando desde o apito inicial, numa final que ela controlou de ponta a ponta.
A Espanha empilhou chances desde cedo. Pelas pontas, Nico Williams e Lamine Yamal viraram um pesadelo para a defesa argentina, e só a falta de pontaria e as mãos de Emiliano Martínez seguraram o 0 a 0 até o intervalo. Na etapa final, o roteiro não mudou: a Argentina se fechou, apostou no contra-ataque que nunca veio e viu o goleiro do Aston Villa trabalhar sem parar.
Um jogo de mão única
Os números explicam a coroação. A Espanha ficou com 65% da posse, acertou 762 passes (89% de aproveitamento) contra 358 dos argentinos e finalizou 19 vezes, 12 delas no alvo. A Argentina não acertou um único chute no gol espanhol. Nenhum. O xG conta a mesma história: 1,94 a 0,20 para os espanhóis, que criaram quatro chances claras contra nenhuma do rival, segundo dados da ESPN.
O único setor em que a Argentina se salvou foi embaixo das traves. Emiliano Martínez fez 11 defesas e adiou o gol espanhol por quase duas horas, mas nem o paredão do Aston Villa segurou a pressão até o fim. Nos minutos finais da prorrogação, a Argentina ainda terminou com um a menos, numa expulsão que já não mexia no placar.
O fim de uma era
Para a Argentina, é o troco amargo de quem chegou como dona do título. A seleção de Lionel Messi havia eliminado a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal e sonhava com o bicampeonato, mas travou diante da melhor equipe do torneio. Sem espaço para Messi e sem conseguir sair da própria defesa, a Argentina passou a final inteira correndo atrás da bola. Aos 39 anos, Messi deixou o que deve ter sido sua última Copa sem o troféu e sem a artilharia: não marcou na final e parou nos 8 gols. A Chuteira de Ouro ficou com Kylian Mbappé, que fechou a competição com 10, decisão que a FIFA já cravou.
O trono muda de mãos
Do lado espanhol, uma nova geração assume o comando. Rodri conduziu o meio-campo com a autoridade de sempre, e Lamine Yamal, aos 19 anos, entrou para a lista dos campeões mundiais mais jovens da era moderna. Campeão da Eurocopa em 2024 e agora do mundo antes dos 20 anos, Yamal vive um início de carreira fora da curva. A Espanha, que havia batido a França por 2 a 0 na outra semifinal, completou a dobradinha de Eurocopa 2024 e Copa do Mundo sob De la Fuente, algo que pouquíssimas seleções alcançaram em sequência.
A Bola de Ouro do torneio, prêmio de melhor jogador da Copa, ainda não tem dono anunciado. O que já está definido é o que importa: a taça é espanhola. E é assim que a Copa 2026 baixa as cortinas, com a Argentina destronada, Messi de saída e a Espanha, de novo, reinando sobre o futebol mundial.
Fontes
- ESPN
- FIFA
- Yahoo Sports
- Al Jazeera
- Cover photo: Tam Tam from Shizuoka, JAPAN / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
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