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Vinícius Júnior lidera o Brasil e cala os críticos com atuação de protagonista na Copa

Depois de decepções em torneios anteriores, Vinícius Júnior marcou nos três jogos da fase de grupos e se tornou o principal nome do ataque de Ancelotti na caminhada do Brasil pelo hexa.

Depois de anos ouvindo que não conseguia repetir pela seleção o futebol que exibe no Real Madrid, Vinícius Júnior respondeu da forma mais direta possível: gol atrás de gol, nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O atacante encerrou a primeira fase do torneio como o nome mais decisivo do ataque brasileiro, e fez isso justamente na competição em que mais precisava provar que podia ser decisivo pela seleção como é pelo clube.

Uma resposta aos críticos, gol a gol

A crítica recorrente a Vinícius sempre foi a mesma: numérico brutal pelo clube, discreto pela seleção. A fase de grupos de 2026 desmontou esse argumento. Segundo a ESPN, Vinícius soma quatro gols e uma assistência nas primeiras partidas do Brasil na Copa, um retrospecto que o coloca entre os nomes mais produtivos do torneio logo na abertura da competição. Não é apenas volume, é constância: ele balançou as redes em todas as três rodadas da fase de grupos, algo que poucos atacantes brasileiros haviam conseguido antes dele.

Essa regularidade é o que torna a campanha de Vinícius diferente das edições anteriores. Um jogador que decide um jogo isolado pode ser explicado por um momento de inspiração. Um jogador que decide três jogos seguidos, na fase mais imprevisível de uma Copa, está entregando algo mais próximo de liderança técnica do que de sorte pontual.

Um clube seleto na história da Copa

O feito estatístico ganha ainda mais peso quando colocado ao lado dos nomes que vieram antes. De acordo com a FIFA, Vinícius tornou-se o quinto brasileiro a marcar nos três jogos da fase de grupos de uma Copa do Mundo, juntando-se a Jairzinho (1970), Romário (1994) e Ronaldo e Rivaldo, ambos em 2002.

A companhia diz muito sobre o tamanho do que Vinícius construiu em poucas semanas. Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo têm em comum o fato de terem sido peças centrais de campanhas vitoriosas do Brasil em Copas do Mundo. Estar ao lado deles não garante nada sobre o desfecho do torneio de 2026, mas estabelece um padrão histórico que a torcida brasileira reconhece de imediato: são os nomes que a seleção costuma exibir quando está perto de erguer a taça.

A noite contra a Escócia e o gesto com Neymar

Se havia uma partida para simbolizar essa fase de grupos, foi o confronto contra a Escócia. Segundo o site Olympics.com, Vinícius marcou duas vezes na vitória que garantiu ao Brasil o primeiro lugar do Grupo C, no mesmo jogo em que Neymar entrou em campo saindo do banco no segundo tempo. A cena teve valor simbólico evidente: o astro histórico do Brasil observando, e depois complementando, a exibição do jogador que hoje ocupa o papel de principal referência ofensiva da seleção.

Essa passagem de bastão, ainda que informal e dentro de uma única partida, resume o momento da seleção brasileira. Neymar segue no elenco e disponível para contribuir, mas quem está definindo os resultados de campo neste início de Copa é Vinícius. Para Carlo Ancelotti, isso significa ter finalmente encontrado, em pleno Mundial, o protagonista que sua equipe buscava desde a fase de preparação.

O peso da pressão anterior

Vale lembrar de onde parte essa narrativa. Vinícius chegou à Copa 2026 carregando o histórico de campanhas anteriores da seleção que não corresponderam às expectativas, e de temporadas em que seu desempenho pela camisa amarela foi cobrado com mais dureza do que o desempenho pelo clube. Esse contraste de rendimento entre seleção e Real Madrid alimentou anos de debate sobre se Vinícius conseguiria, algum dia, ser decisivo com a camisa do Brasil da mesma forma como é na Espanha.

Marcar nos três jogos da fase de grupos, somando quatro gols e uma assistência no total, não encerra esse debate de forma definitiva, mas muda o tom dele. A pressão que antes soava como dúvida legítima sobre sua capacidade de repetir o nível pela seleção agora soa como um capítulo superado, ao menos enquanto durar essa Copa.

O que isso significa para Ancelotti e a busca pelo hexa

Para Ancelotti, ter um atacante nesse nível de confiança logo na fase de grupos é exatamente o tipo de base que um treinador quer construir antes das fases decisivas. Um ataque brasileiro que já contava com Neymar como opção de impacto, e agora tem Vinícius como referência de gols recorrente, ganha uma camada extra de imprevisibilidade para os adversários das próximas fases.

O desafio, a partir daqui, é de sustentação. Defesas rivais nas oitavas de final e além chegarão mais preparadas para neutralizar especificamente Vinícius, sabendo do que ele fez na fase de grupos. A pergunta que fica é se Vinícius vai conseguir manter essa produção contra marcações mais elaboradas, ou se os adversários encontrarão forma de repetir o que a Escócia não conseguiu.

O caminho até aqui, e o que vem pela frente

Do ponto de vista histórico, o Brasil só volta a levantar a taça se conseguir transformar boas fases de grupos em boas campanhas completas. Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo fizeram isso em 1970, 1994 e 2002. Vinícius, ao entrar para esse grupo restrito, colocou seu nome ao lado de exemplos de sucesso, mas o capítulo mais importante da sua Copa, e da campanha brasileira pelo hexacampeonato, ainda está por vir nas fases eliminatórias.

O que já está definido é a resposta de Vinícius às críticas. Depois de anos sendo cobrado por não repetir pela seleção o que faz pelo clube, ele entrou na Copa de 2026 e, em três jogos, fez exatamente isso: ser decisivo, ser artilheiro e ser o nome em torno do qual o ataque do Brasil se organiza.

Fontes: ESPN, FIFA, Olympics.com

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