Espanha é bicampeã mundial, e Yamal se sagra campeão do mundo aos 19 anos

Espanha é bicampeã mundial, e Yamal se sagra campeão do mundo aos 19 anos

Com gol de Ferran Torres na prorrogação, a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e é campeã do mundo. O segundo título, o primeiro desde 2010, e Lamine Yamal coroado aos 19 anos.

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A Espanha é campeã, e o mundo tem novo rei

A bola foi parar no fundo das redes de Emi Martínez aos 106 minutos, já no segundo tempo da prorrogação, e foi ali que a Copa do Mundo de 2026 ganhou dono. Ferran Torres apareceu na primeira trave para completar o desvio de cabeça de Nico Williams na pequena área e decretar o 1 a 0 sobre a Argentina, no MetLife Stadium, em East Rutherford. A Espanha é campeã do mundo. De novo.

Depois de 90 minutos sem gols, coube ao atacante do Barcelona resolver o que o placar teimava em não abrir. Era o gol que faltava a uma partida que a Espanha dominou do primeiro ao último minuto.

A dobradinha de De la Fuente

É o segundo título mundial da seleção espanhola, o primeiro desde 2010. E vem casado com a Eurocopa de 2024, o que fecha uma dobradinha e tanto para o técnico Luis de la Fuente, que assumiu sem alarde e sai coroado.

Os números explicam a taça melhor do que qualquer discurso. A Espanha teve 65% de posse, acertou 762 passes contra 358 da Argentina e finalizou 19 vezes, sendo 12 no alvo. Do outro lado, o zero incomoda: a Argentina não acertou uma única finalização no gol espanhol em toda a decisão e mal se arriscou, apenas duas finalizações em 120 minutos e nenhuma nos 90 minutos normais. Foram quatro grandes chances criadas pela Espanha e nenhuma pela Argentina, um retrato de mão única. O xG conta a mesma história, 1,94 a 0,20, segundo a ESPN.

Emi Martínez segurou o que pôde. Foram 11 defesas do goleiro argentino, e sem elas a goleada teria vindo bem antes da prorrogação.

Yamal coroado aos 19

No meio de tudo isso, um garoto de 19 anos levantou a taça. Lamine Yamal entra para a lista dos campeões mundiais mais jovens da era moderna, com uma carreira que mal começou e já soma Euro e Copa. Aos 19, ele já carrega o peso de ser o futuro de uma seleção que voltou ao topo. Ao seu lado, Rodri comandou o meio-campo com a calma de sempre, dono do ritmo do jogo do começo ao fim.

E há o herói improvável. Ferran Torres não era o nome cotado para decidir uma final, mas foi o dele que ficou marcado. Nico Williams, autor da assistência, foi a outra peça que a defesa argentina não conseguiu segurar.

O adeus argentino sem final feliz

Do lado de cá da fronteira, a queda da Argentina tem outro sabor. A atual campeã chegou embalada à decisão, mas travou diante do domínio espanhol e saiu de campo sem esboçar reação. Messi, marcado de perto e sem espaço, não conseguiu puxar o time como tantas vezes fez para salvar os hermanos. A Argentina ainda terminou com dez, após uma expulsão no apagar das luzes da prorrogação, detalhe menor num jogo já resolvido.

Para Messi, aos 39 anos, o roteiro não poderia ser mais amargo. A provável despedida em Copas terminou sem o bicampeonato e sem a Chuteira de Ouro, que ficou com Kylian Mbappé e seus 10 gols. O argentino parou nos 8 e não balançou as redes na final, segundo a FIFA.

A Espanha volta para casa com a nova estrela na camisa e uma geração no auge. A Argentina entrega a coroa a quem jogou melhor. E o próximo capítulo, agora, é imaginar até onde vai o reinado espanhol com Yamal ainda tão no começo.

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