A Argentina precisou dos 120 minutos, mas não deixou a defesa do título escapar. No GEHA Field, dentro do Arrowhead Stadium, em Kansas City, a atual campeã do mundo bateu a Suíça por 3 a 1 na prorrogação e avançou às semifinais da Copa do Mundo de 2026. Foi no sufoco, e coube a Julian Álvarez o gol que abriu o mata-mata de vez.
Messi arma, Mac Allister abre
O roteiro começou fácil. Logo aos 10 minutos, Lionel Messi cobrou uma bola parada e achou a cabeça de Alexis Mac Allister, que subiu mais que a marcação suíça e testou pra rede. Um a zero, e a impressão era de que a favorita resolveria cedo.
Com a vantagem no bolso, a Argentina controlou o ritmo por um bom tempo, tocando a bola e passando o jogo pelos pés de Messi. Mas não resolveu. A Suíça se reorganizou, cresceu no jogo e chegou ao empate na etapa final. Passada a hora de bola rolando, Dan Ndoye apareceu para deixar tudo igual e calar a expectativa argentina. O gol mudou de vez a temperatura do confronto e deu aos suíços a crença de que dava para eliminar a atual campeã. O 1 a 1 se manteve firme até o apito dos 90, e o duelo foi para os 30 minutos extras.
Com um a menos, a Suíça cede
A virada de chave veio quando a Suíça ficou desfalcada. Breel Embolo levou o segundo amarelo e foi expulso, tirando o fôlego de uma equipe que já corria atrás do próprio limite. Com mais espaço, a Argentina voltou a empurrar.
E aí surgiu o momento da partida. Aos 112 minutos, Álvarez recebeu na intermediária, ajeitou o corpo e soltou uma bomba de cerca de 25 metros que morreu no ângulo. Golaço. O goleiro suíço apenas acompanhou a bola entrar. 2 a 1, e a classificação ganhava outra cor.
Ainda deu tempo de ampliar. Já nos acréscimos da prorrogação, aos 120+1, uma finalização de Thiago Almada não foi afastada pela defesa, e Lautaro Martínez estava no lugar certo para empurrar para as redes. 3 a 1, número que fez justiça ao domínio no fim.
Messi decisivo, mesmo sem marcar
Messi não balançou as redes e viu terminar sua sequência de jogos com gol em Copas, mas seguiu como o cérebro da equipe. A assistência para o primeiro gol saiu do pé dele, e boa parte do perigo criado passou pelo camisa 10. Influência que os números frios não contam, mas que pesou do começo ao fim.
A atual campeã, coroada em 2022, está de novo entre as quatro melhores do mundo. A Suíça, que brigou até o último suspiro e ainda jogou parte da prorrogação com um a menos, se despede nas quartas de cabeça erguida.
Agora vem prova de fogo. A Argentina encara a Inglaterra na semifinal, no dia 15 de julho, em Atlanta, numa reedição de uma rivalidade que tem história de sobra entre as duas seleções. De um lado, a atual campeã, ainda de pé e decidida a defender o título. Do outro, uma velha conta a acertar. O mata-mata guarda o melhor para o fim.

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