Bellingham, o dono da noite em Miami
Aos 93 minutos, quando o Hard Rock Stadium já se preparava para trinta minutos extras de tensão, Jude Bellingham fez o que craque faz: apareceu no lugar certo. Morgan Rogers finalizou, o goleiro da Noruega espalmou mal, a bola sobrou na pequena área, e o meia foi mais rápido que todo mundo para mandar pra rede. 2 a 1. Estava carimbada a vaga da Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026.
Não foi o primeiro dele na noite. Ainda no acréscimo da primeira etapa, aos 45+2, Bellingham já havia deixado tudo igual depois de os Três Leões saírem atrás no placar. Dois gols, os dois pesados. Ele é o nome da Inglaterra no torneio, e com razão: também balançou as redes na vitória sobre o México, nas oitavas de final.
Foi o melhor em campo, sem discussão. Nota 9.
A Noruega que saiu na frente
Por um bom tempo, a zebra passou perto. Aos 36 minutos, Andreas Schjelderup abriu o placar para a Noruega, silenciou a torcida inglesa e colocou os escandinavos na frente de uma das favoritas. Foi um gol de personalidade, de uma seleção que não cruzou o Atlântico para se defender.
Os números mostram como o duelo foi parelho. Segundo o centro de estatísticas da ESPN, a posse de bola ficou em 52% a 48% para a Inglaterra, as finalizações empataram em 14 a 14 e o xG (gols esperados) terminou em apenas 0,96 a 0,77. A diferença esteve na pontaria: 8 finalizações no alvo dos ingleses contra 4 dos noruegueses. Quem acertou o gol, decidiu.
Schjelderup, autor do gol e a melhor peça ofensiva da Noruega, leva o destaque do lado que caiu. Nota 7.
Haaland apagado e a despedida norueguesa
A grande atração do outro lado, no entanto, não brilhou. Erling Haaland, um dos goleadores da Copa até aqui, não conseguiu inspirar a virada de que a Noruega precisava. O centroavante passou em branco e viu o sonho escandinavo terminar nas quartas de final. Ficou a nota 5, muito abaixo do que se espera do camisa 9 em uma noite de mata-mata.
Do lado norueguês, o goleiro fez o que pôde: foram 6 defesas, o dobro do que o arqueiro inglês precisou trabalhar (3), pela contagem da ESPN. Só que a falha no rebote do lance de Rogers custou a classificação. Kristoffer Ajer, amarelado aos 117 minutos, resumiu o desgaste de um time que brigou até o apito final do árbitro Clement Turpin.
Três Leões na semi
No fim, a Inglaterra confirmou o favoritismo no detalhe, não no atropelo. Foi eficiência pura: os Três Leões converteram as chances que criaram (2 grandes chances contra 1 da Noruega, segundo a ESPN) e seguraram o resultado na prorrogação. A CNN destacou justamente a mão de Bellingham como o fiel da balança em uma noite equilibrada, e o resumo da FIFA confirma o mesmo roteiro: 1 a 0 Noruega, empate no fim do primeiro tempo e a virada nos minutos iniciais dos acréscimos.
Agora, os Três Leões esperam. Na semifinal, o adversário sai do confronto entre Argentina e Suíça. A Noruega, de Haaland e Schjelderup, volta para casa com a sensação de que faltou pouco, muito pouco, para tirar do caminho uma das candidatas ao título. Bastou um lampejo do craque inglês para separar as duas seleções.
Fontes
- ESPN, Noruega 1 a 2 Inglaterra, resultado e estatísticas da partida
- CNN, Inglaterra chega à semifinal após Bellingham inspirar a vitória por 2 a 1
- FIFA, Noruega x Inglaterra 1 a 2, resultado, estatísticas e melhores momentos
- Business Standard, Inglaterra vence a Noruega por 2 a 1 na prorrogação com dois gols de Bellingham
- ESPN, Haaland sobre as chances da Noruega antes das quartas de final

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