Neymar, Brazil. Photo: via Wikipedia / CC/Wikimedia (see file page), via Wikimedia Commons

Neymar se despede da Seleção como maior artilheiro, e o 10 volta para Vini

Minutos após a queda para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas, Neymar disse à Globo que sua história na Seleção acabou. Sai como maior artilheiro do Brasil, três gols à frente de Pelé.

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Ainda no gramado do MetLife Stadium, com os olhos marejados, Neymar não hesitou. Disse à Globo que sua história com a Seleção tinha chegado ao fim. Minutos antes, o Brasil havia caído para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final, e o camisa 10 escolheu aquele instante, em Nova Jersey, para se despedir da amarelinha. O pentacampeão deu adeus à Copa longe do que a torcida sonhava, e o rosto mais conhecido do futebol brasileiro puxou a cortina junto.

"Comecei aqui, terminei aqui"

"Eu tentei. Agora acabou", afirmou Neymar em entrevista à Globo, segundo reproduziram ESPN, Al Jazeera e Sports Illustrated. "Comecei aqui e terminei aqui", completou, apontando para o próprio MetLife, onde, segundo ele, tudo começou e agora terminava.

A fala saiu no calor da eliminação, com o time ainda em campo. Não é um comunicado formal da CBF, mas soou definitiva, dita entre lágrimas por quem carregou a Seleção por mais de uma década.

Vale o cuidado: declarações ditas segundos depois de uma eliminação nem sempre viram ponto final, e a CBF não formalizou nada. Craques já voltaram atrás em despedidas emocionadas. Por enquanto, o que pesa é a fala do próprio camisa 10, sem qualquer recuo público.

Recordista, três à frente de Pelé

Neymar deixa o time nacional como maior artilheiro da história do Brasil. São 80 gols, três a mais que os 77 de Pelé. E a marca cresceu justamente na noite do adeus: ele entrou aos 22 do segundo tempo e converteu um pênalti nos acréscimos, depois de Erling Haaland ter estufado a rede duas vezes para os noruegueses.

Aos 34 anos, encerra uma caminhada de 130 jogos pela Seleção, atrás apenas de Cafu (142), segundo o Bleacher Report. Balançou as redes em quatro Copas do Mundo, de 2014 a 2026.

Foram anos de altos e baixos, de brilho e lesões, mas o número não mente: ninguém marcou tanto quanto ele com a camisa do Brasil. Sai como o maior goleador de uma Seleção que teve Pelé, Ronaldo e Romário.

O 10 que volta para Vini

A cena que a imprensa transformou em símbolo da virada de página passa pela própria camisa 10. Segundo a Sports Illustrated, foi Vinícius Júnior quem cedeu o número a Neymar para esta Copa, num gesto de respeito. Com a aposentadoria, o manto tende a voltar ao dono, e a publicação já trata o atacante do Real Madrid como o novo maestro da Seleção.

Vini já era o dono da 10 na Seleção e abriu mão dela por uma Copa. Agora, com espaço aberto, herda também a expectativa que sempre acompanhou o número: ser o jogador em torno de quem o time se organiza.

Nada disso é oficial ainda, e ninguém decreta uma sucessão no vestiário de um dia para o outro. Mas o roteiro está desenhado: sai o jogador que definiu uma geração, entra o que promete puxar a próxima.

Agora, a reconstrução

Resta a parte mais difícil. Como reconstruir um Brasil eliminado ainda nas oitavas, e quanto do peso da amarelinha vai sobrar para os ombros de Vinícius. A resposta começa a ser escrita nas próximas convocações, já sem o camisa 10 que virou sinônimo da Seleção neste século. O bastão, se a leitura da imprensa se confirmar, muda de mãos. O torneio de 2026 acabou para o Brasil, mas a próxima novela já começou.

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