A três dias da semifinal contra a Argentina, a Inglaterra chega ao Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, com mais dores de cabeça do que o técnico Thomas Tuchel gostaria. O zagueiro Jarell Quansah está suspenso. O meio-campista Jordan Henderson não joga mais nesta Copa. E Declan Rice, peça central da engrenagem inglesa, virou dúvida. Do outro lado, a Argentina não reportou novas preocupações e respira mais aliviada rumo ao jogo de quarta-feira.
O vencedor carimba a vaga na final de 19 de julho. Por isso cada nome no boletim médico pesa.
Quansah suspenso, Henderson fora do torneio
Quansah cumpre o segundo jogo de gancho. Ele foi expulso na vitória das oitavas de final sobre o México e levou uma suspensão de duas partidas, o que o tira da semifinal em Atlanta.
A baixa mais dura, porém, pode ser a de Henderson. O volante fraturou o punho justamente naquele mesmo confronto contra os mexicanos e está fora do restante da competição. Não é uma dúvida, é uma ausência certa, e uma peça de experiência a menos para Tuchel administrar no mata-mata.
Com Quansah suspenso, o comandante inglês já precisa remexer o setor defensivo. E o cenário pode ficar ainda mais complicado dependendo de outros dois nomes.
Rice em dúvida, Konsa sentiu cãibra
O maior sinal de alerta atende por Declan Rice. Substituído na prorrogação da vitória sobre a Noruega, nas quartas de final, o meio-campista entrou na lista de preocupações físicas de Tuchel e segue como dúvida para o duelo com a Argentina. É o tipo de ausência que muda o desenho do time inteiro, porque Rice é quem dá o equilíbrio ao meio de campo inglês.
Ezri Konsa também acende a luz amarela. O defensor sentiu cãibra diante dos noruegueses, segundo o próprio Tuchel. Não é uma contusão como a de Henderson, e cãibra costuma ser passageira, mas entra na conta de um departamento defensivo que já perdeu Quansah por suspensão. Três dias antes de uma semifinal, cada detalhe físico vira assunto.
A dúvida, para o torcedor inglês, é como Tuchel vai reorganizar as peças. Com Rice em cima do prazo e a zaga mexida, o quebra-cabeça está montado. As definições só devem vir mais perto da bola rolar.
Argentina sem novidades no departamento médico
Enquanto a Inglaterra faz contas, a Argentina chega em situação mais tranquila. A seleção garantiu a vaga na semifinal ao bater a Suíça por 3 a 1 na prorrogação, com o gol decisivo de Julián Álvarez nos 30 minutos extras, e não teve novos problemas físicos relatados às vésperas do confronto.
Vale a ressalva: isso não significa elenco cravado a 100%, apenas que não surgiram novas preocupações relevantes no radar argentino. Mas, diante de uma Inglaterra que precisa improvisar na defesa e ainda torce pela recuperação do seu principal volante, a estabilidade já é uma vantagem em si.
Como os dois chegaram até aqui
A Inglaterra sofreu para passar da Noruega. Venceu por 2 a 1 na prorrogação, com dois gols de Jude Bellingham, que puxou o time nos momentos decisivos e empurrou os ingleses para mais uma semifinal de Copa do Mundo.
A Argentina também precisou dos 30 minutos extras para superar a Suíça, no 3 a 1 selado por Álvarez. Ou seja: os dois finalistas em potencial vêm de jogos que só se resolveram na prorrogação, com desgaste físico acumulado dos dois lados.
Agora o mata-mata entrega o duelo que muita gente esperava. De um lado, uma Inglaterra remendada, que perdeu Quansah e Henderson e ainda não sabe se terá Rice. Do outro, uma Argentina sem novos desfalques, com Álvarez embalado. A resposta sobre quem vai à final vem quarta-feira, em Atlanta. A grande incógnita, até lá, tem nome: Declan Rice.

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