Haaland mira a semifinal, e a Inglaterra chega desfalcada: os duelos que decidem Noruega x Inglaterra

Haaland mira a semifinal, e a Inglaterra chega desfalcada: os duelos que decidem Noruega x Inglaterra

A Noruega vive as primeiras quartas de final de Copa da sua história e aposta em Haaland para surpreender uma Inglaterra sem Quansah, suspenso. Os duelos que valem a vaga na semi, hoje, em Miami.

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A Noruega nunca tinha chegado tão longe. Hoje, no Hard Rock Stadium, em Miami, os noruegueses disputam as primeiras quartas de final de Copa do Mundo da sua história, e a primeira participação em Mundiais desde 1998, diante de uma Inglaterra favorita, mas cheia de desfalques na defesa. De um lado, Erling Haaland, autor dos dois gols que derrubaram o Brasil por 2 a 1 nas oitavas. Do outro, Harry Kane e uma seleção calejada no mata-mata. Os números apontam para os ingleses. O jogo, garantem os próprios protagonistas, promete ser dos mais equilibrados destas quartas.

Os dois caminhos até aqui foram de arrepiar. A Noruega, vice-líder do Grupo I, passou pela Costa do Marfim por 2 a 1 e derrubou o pentacampeão Brasil, também por 2 a 1, repetindo o placar histórico de 1998. A Inglaterra ganhou o Grupo L, passou pela República Democrática do Congo por 3 a 2 nos 16 avos e superou o México por 3 a 2 dentro do Azteca, nas oitavas, mesmo jogando mais da metade da partida com um a menos.

Haaland contra uma zaga remendada

O duelo que pode decidir tudo tem endereço certo: a área inglesa. Haaland vive sua primeira Copa e já balançou as redes sete vezes em quatro jogos, segundo a ESPN, incluindo o par de gols sobre o Brasil.

E ele pega a Inglaterra em má hora na defesa. Jarell Quansah foi suspenso por dois jogos pela Fifa após o cartão vermelho direto por uma entrada dura em Jesús Gallardo nas oitavas, informou a ESPN. Jordan Henderson está fora do resto do torneio: quebrou o braço numa colisão com as placas de publicidade durante a comemoração diante do México, segundo o Sky Sports.

Sobra para John Stones a missão de frear o norueguês. E os dois se conhecem de cor: são companheiros no Manchester City. Não à toa, a leitura da imprensa é quase unânime, resumida pelo Sky Sports: a rota da zebra norueguesa passa, quase inteira, pelos pés de Haaland.

Ødegaard, Kane e a queda de braço no meio

Para surpreender, a Noruega precisa municiar o camisa 9. A batuta é de Martin Ødegaard, cérebro criativo de um time que Ståle Solbakken deve repetir em relação à vitória sobre o Brasil, já que a seleção nórdica não tem desfalques por lesão, informou o Sports Mole.

Do lado inglês, o meio-campo ganhou reforços na reta final. Declan Rice, que estava com uma virose, e Marc Guéhi, com dores na coxa, voltaram a treinar normalmente e devem ficar à disposição de Thomas Tuchel, segundo o Sports Mole. Reece James também se recuperou, mas dificilmente começa jogando no calor de Miami, e a tendência é que fique no banco.

Na frente, a Inglaterra tem armas de sobra. Kane soma seis gols e uma assistência em cinco jogos, e Jude Bellingham chega embalado, com quatro gols, dois deles na virada sobre o México, de acordo com a ESPN. Bukayo Saka e Anthony Gordon completam o ataque.

Defesas frágeis e o calor de Miami

Aqui mora a esperança dos dois lados: nenhuma das defesas passa confiança. A Noruega sofreu nove gols no torneio, a pior marca entre os classificados às quartas, aponta o Sky Sports. A Inglaterra, por sua vez, remonta a linha de trás no susto, entre a suspensão de Quansah e a dúvida física de James.

Some a isso o calor de Miami, que costuma pesar nos minutos finais e valorizar quem tem banco mais forte. É justamente aí que a imprensa aposta nos ingleses: as trocas e os ajustes de Tuchel ao longo do jogo aparecem como trunfo diante de um elenco norueguês mais curto.

O que dizem os números

No retrospecto, a vantagem é inglesa: sete vitórias em doze confrontos, contra duas da Noruega e três empates, segundo o Sports Mole. As duas seleções, porém, nunca se cruzaram num grande torneio, apenas em amistosos e eliminatórias. O último encontro foi um 1 a 0 inglês em Oslo, em 2012, com pênalti de Wayne Rooney.

As casas de apostas seguem a mesma toada e colocam a Inglaterra como favorita a avançar. O supercomputador da Opta vai além e aponta este como o mais parelho dos confrontos das quartas: em 25 mil simulações, a Inglaterra vence no tempo normal em 50,4% das vezes, a Noruega em 25,1%, e o empate aparece em 24,6%. Para a vaga na semifinal, os ingleses saem na frente por 62,3% a 37,7%.

Nossa previsão acompanha o favoritismo: a Inglaterra deve passar, e parte da imprensa arrisca placares como 2 a 1 ou 3 a 1, sempre com a ressalva de que basta um dia inspirado de Haaland para rasgar o roteiro. Certeza não há. O próprio Solbakken admitiu à BBC Sport que os ingleses são favoritos à semi, enquanto Haaland classificou as chances de título da Noruega como "muito baixas, ainda" e concordou que a pressão está, "definitivamente", do lado inglês.

A bola rola hoje, em Miami. E a pergunta que fica é simples: será que Haaland, sozinho, dá conta do elenco mais fundo da Inglaterra?

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