Quartas da Copa 2026 hoje: os palpites para Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça

Dois mata-matas valem vaga na semifinal nesta sexta. Inglaterra e Argentina largam favoritas nas casas de apostas e no supercomputador da Opta, mas Haaland e a defesa vazada da Argentina prometem complicar.

Nesta página

A Copa de 2026 reserva dois duelos de quartas de final para hoje, e os dois seguem o mesmo enredo: um favorito de peso contra um adversário com um trunfo capaz de mudar a história. Primeiro, Noruega x Inglaterra, em Miami, às 21h (GMT). Na sequência, Argentina x Suíça, em Kansas City, à 1h (GMT). As casas de apostas e o supercomputador da Opta apontam para Inglaterra e Argentina. Mas nenhuma das duas entra em campo sossegada.

Noruega x Inglaterra: tudo passa por Haaland

A Noruega vive um momento histórico. É a primeira vez que o país chega às quartas de uma Copa, e a primeira participação dos noruegueses no torneio desde 1998. Para chegar até aqui, o time de Ståle Solbakken fez o que ninguém esperava: bateu o Brasil por 2 a 1 nas oitavas, com os dois gols de Erling Haaland. O placar, aliás, repetiu o clássico 2 a 1 sobre a seleção brasileira em 1998.

Haaland está em brasa. São sete gols em quatro jogos na sua primeira Copa, incluindo a dobradinha que eliminou o Brasil. Do outro lado, a Inglaterra chega embalada por Harry Kane (seis gols e uma assistência) e Jude Bellingham (quatro gols, dois deles na vitória por 3 a 2 sobre o México, no Azteca, jogada mais da metade com um a menos após expulsão).

O técnico Thomas Tuchel, porém, tem dor de cabeça na defesa. Jarell Quansah cumpre suspensão de dois jogos aplicada pela Fifa após o cartão vermelho direto contra o México, e Jordan Henderson está fora do restante do torneio depois de fraturar o braço numa colisão com as placas de publicidade durante a comemoração. A boa notícia: Declan Rice e Marc Guéhi voltaram a treinar normalmente e devem estar à disposição. Reece James também se recuperou, mas tende a começar no banco por causa do calor de Miami. A Noruega, por sua vez, não tem desfalques e deve repetir a escalação que superou o Brasil.

Nosso palpite acompanha os números: a Inglaterra é favorita. Para a Opta, este é o confronto mais equilibrado das quartas, mas o supercomputador ainda dá 50,4% de vitória inglesa no tempo normal e 62,3% de classificação, contra 37,7% da Noruega. As casas de apostas seguem a mesma linha, e boa parte da imprensa projeta algo como 2 a 1 ou 3 a 1 para os ingleses, apostando no elenco mais profundo e nas mexidas de Tuchel.

O alerta, porém, tem nome e sobrenome. As duas defesas vazaram nesta Copa, e a Noruega sofreu nove gols, mais do que qualquer outro classificado às quartas. Mesmo assim, o caminho norueguês para a zebra, como resumiram os analistas, passa quase inteiramente por Haaland. O próprio Solbakken admitiu à BBC que a Inglaterra é favorita à semifinal, e o atacante classificou as chances do seu país como "muito baixas, ainda", dizendo que a pressão está, sim, do lado inglês.

Argentina x Suíça: Messi contra o muro suíço

Se em Miami o roteiro é o favorito contra o azarão, em Kansas City ele se repete com outros nomes. A Argentina, atual campeã, é comandada por um Lionel Messi em fase de gala aos 39 anos: oito gols em cinco jogos, artilharia isolada e a marca inédita de balançar as redes em seis mata-matas seguidos de Copa.

A campanha argentina impressiona no ataque e assusta na defesa. Foram nove pontos em nove na fase de grupos, um sufoco de 3 a 2 sobre Cabo Verde e uma virada épica sobre o Egito nas oitavas: perdendo por 2 a 0 a onze minutos do fim, a Argentina buscou o 3 a 2 com Romero (79'), Messi (84') e um gol de cabeça de Enzo Fernández já nos acréscimos, aos 92.

O problema é que essa mesma zaga leva sustos. Nos dois jogos de mata-mata, a Argentina sofreu gol em 56% das finalizações certas que enfrentou, uma das piores taxas entre os candidatos à semifinal, enquanto emendou 14 jogos seguidos marcando.

E a Suíça não é adversário qualquer. Está nas quartas de uma Copa pela primeira vez desde 1954, um jejum de 72 anos, e é o único time do torneio que ainda não ficou atrás do placar em nenhum momento da campanha, contando as eliminatórias. Granit Xhaka comanda o meio (lidera o torneio em passes que quebram linhas rumo ao ataque, com 50), e Ricardo Rodriguez traz a experiência da defesa.

Mas os suíços perderam sua joia. Johan Manzambi, de 20 anos, está fora com lesão no joelho. "A lesão do Johan nos machuca muito. Foi um choque de verdade, ele não pode jogar", lamentou o técnico Murat Yakin. É um baque e tanto: Manzambi era o nome mais explosivo do ataque suíço.

O retrospecto pesa para a Argentina, invicta nos sete duelos com a Suíça (o último, na Copa de 2014, com gol de Di María na prorrogação). E o mercado é quase unânime: a DraftKings relatou 85% das apostas e 91% do dinheiro na Argentina. A Opta dá 57,7% de vitória argentina no tempo normal e 70,5% de classificação.

Dois detalhes para observar. O árbitro português João Pinheiro foi escalado e já gerou desconfiança do lado argentino, e Martin Green, da CBS Sports, aposta em mais de 2,5 gols na partida, justamente pela fragilidade defensiva argentina diante do trio Embolo, Ndoye e Vargas.

O palpite final

Os números, as odds e o histórico apontam para o mesmo lado: Inglaterra e Argentina largam na frente para carimbar a vaga na semifinal. Mas mata-mata é assim, resolve-se num lance. Um estouro de Haaland em Miami ou uma noite inspirada do muro suíço em Kansas City bastam para virar o favoritismo de cabeça para baixo. Daqui a algumas horas, a bola rola e a conta fecha.

Fontes

No comments yet