França x Espanha: de Zidane em 2006 ao 5 a 4 de 2025, o retrospecto antes da semifinal em Dallas

França x Espanha: de Zidane em 2006 ao 5 a 4 de 2025, o retrospecto antes da semifinal em Dallas

Na próxima terça, em Dallas, França e Espanha decidem uma vaga na final da Copa pela primeira vez em uma semifinal. Antes do reencontro, relembre os três duelos que forjaram a rivalidade, do golaço de Zidane em 2006 ao 5 a 4 mais louco da história da Liga das Nações.

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Na próxima terça-feira, em Dallas, França e Espanha vão se enfrentar por uma vaga na final da Copa do Mundo. É a primeira semifinal de Mundial entre as duas seleções. E, de acordo com a FOX4 Dallas-Fort Worth e o retrospecto da ESPN, apenas a segunda vez que elas se cruzam em Copas: o único encontro anterior aconteceu nas oitavas de 2006.

A rivalidade anda quente. Em pouco mais de um ano, as duas seleções se cruzaram em duas semifinais decisivas, uma de Eurocopa e outra de Liga das Nações. Agora repetem a dose no palco mais alto de todos, valendo um lugar na final da Copa.

São três duelos de mata-mata em torneios grandes que ajudam a medir o peso do reencontro. Um ficou para a França. Os dois mais recentes, para a Espanha. Vamos por partes.

2006: Zidane cala a Espanha

No dia 27 de junho de 2006, foi a Espanha quem saiu na frente. David Villa abriu o placar de pênalti, batendo com categoria na marca da cal. A França não se abalou. Ainda no primeiro tempo, Franck Ribéry apareceu para deixar tudo igual antes do intervalo. Na volta do vestiário, Patrick Vieira subiu mais que a zaga espanhola e virou de cabeça.

E então veio o gênio. Nos acréscimos, Zinedine Zidane costurou a marcação num lance individual daqueles e fechou o 3 a 1, classificando a França para a final. Os detalhes são da ESPN. Vinte anos depois, segue sendo a última vez que os franceses levaram a melhor sobre os espanhóis em um torneio de peso.

Euro 2024: um garoto de 16 anos vira o jogo

Dezoito anos depois daquela tarde, o duelo de mata-mata voltou a acontecer em uma semifinal, a da Eurocopa de 2024. Dessa vez, quem começou melhor foi a França, que abriu o placar logo aos 9 minutos com Randal Kolo Muani. A vantagem durou pouco.

Em cinco minutos, a Espanha virou tudo. Primeiro, Lamine Yamal, então com apenas 16 anos, tirou uma da cartola: pegou a sobra na entrada da área e soltou um chute colocado, sem chance para o goleiro. O gol o transformou no artilheiro mais jovem da história de Eurocopas e Copas do Mundo. Na sequência, Dani Olmo completou a virada. Deu Espanha por 2 a 1, e mais uma vaga na final, segundo o Sky Sports e a ESPN.

Liga das Nações 2025: o 5 a 4 mais louco da história

Um ano depois, veio talvez o capítulo mais eletrizante de todos. Na semifinal da Liga das Nações de 2025, Espanha e França protagonizaram um 5 a 4, o jogo com mais gols na história da competição, informou a ESPN.

Os espanhóis pareciam a caminho de um passeio. Nico Williams e Mikel Merino marcaram cedo, Yamal ampliou de pênalti e Pedri fez o quarto. Aí a França acordou. Partiu para cima, transformou o placar em um vai e vem alucinante, mas a reação furiosa parou no 5 a 4. O resultado carimbou a terceira final seguida da Espanha na Liga das Nações, de acordo com a France24.

O que está em jogo em Dallas

Agora o palco é a Copa do Mundo, e a aposta subiu: não é mais um título continental ou uma liga, é uma vaga na final do maior torneio do futebol. A França de Kylian Mbappé chega para tentar interromper uma sequência incômoda diante da Espanha, que venceu os dois últimos encontros de mata-mata entre as seleções.

O confronto também tem cara de encontro de gerações. De um lado, Mbappé, o astro consagrado que puxa o ataque francês. Do outro, Yamal, a joia espanhola que já decide jogos grandes sendo muito jovem. Foi ele, aliás, quem escreveu os capítulos mais recentes dessa história.

No centro de tudo está justamente Yamal. O garoto esteve em campo, e balançou as redes, nas duas vitórias mais recentes sobre os franceses. Parte da imprensa aponta que ele nunca perdeu para uma França comandada por Mbappé, um retrospecto pessoal de 2 a 0 antes de Dallas. Vale a ressalva: é uma leitura levantada por alguns veículos, não um número confirmado por uma base oficial de confrontos.

Os três duelos ajudam a desenhar o que esperar. Foram dezesseis gols somados, média de mais de cinco por jogo. E, em dois dos três, quem abriu o placar acabou não vencendo. Ou seja: sair na frente em Dallas não garante nada.

Para a França, seria a chance de apagar as duas derrotas recentes e voltar a uma decisão de Copa do Mundo. Para a Espanha, o convite a seguir mandando na rivalidade, agora em escala mundial.

A bola rola na terça, em Dallas. De um lado, a França quer o troco de 2006 e o fim do domínio recente espanhol. Do outro, a Espanha sonha com algo inédito: chegar a uma final de Copa do Mundo passando justamente por cima dos franceses. Quem vencer, joga a decisão. Quem perder, cai.

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