França e Espanha voltam a se cruzar num mata-mata, e desta vez a conta é alta: uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026. O primeiro confronto das semifinais está marcado para esta terça-feira, 14 de julho, às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, na região de Dallas, no Texas. Quem vencer joga a decisão no dia 19. Quem perder cai para a disputa do terceiro lugar, no dia 18.
O reencontro tem gosto de revanche. Há dois anos, a Espanha bateu a França por 2 a 1 na semifinal da Eurocopa e seguiu rumo ao título. Agora o palco é maior, e o roteiro traz de volta um duelo que o torcedor já conhece.
O caminho até as semis
A França chega embalada. Nas quartas, passou por cima de Marrocos e venceu por 2 a 0, no dia 9, eliminando o último representante africano da competição. O jogo teve roteiro curioso para Kylian Mbappé. O atacante teve um pênalti defendido ainda no primeiro tempo, mas não se abateu. Por volta dos 60 minutos, tirou o zero com um chute com curva no canto mais distante do goleiro, o oitavo gol dele na Copa. Seis minutos depois, deu a assistência para Ousmane Dembélé fechar o placar.
A Espanha sofreu mais para chegar aqui. Diante da Bélgica, no dia 10, saiu na frente com Fabián Ruiz, mas viu Charles De Ketelaere deixar tudo igual antes do intervalo, 1 a 1. A virada veio do banco. Mikel Merino entrou e, em menos de dois minutos em campo, empurrou para a rede o rebote de uma finalização de Cubarsí que o goleiro reserva Senne Lammens não segurou. Segundo a ESPN, a Bélgica jogou desfalcada: começou sem o capitão Youri Tielemans, machucado no aquecimento, e ainda perdeu o goleiro Thibaut Courtois por lesão no segundo tempo.
Mbappé x Yamal, o duelo dentro do duelo
No papel, é França contra Espanha. Nos holofotes, é Mbappé contra Lamine Yamal. Rivais no futebol de clubes, os dois transferem a disputa para as seleções, e não é a primeira vez. Será o sexto encontro entre eles em jogos de mata-mata.
De um lado, a joia espanhola, que virou o símbolo da nova geração da Fúria. Do outro, o francês que lidera a artilharia do torneio. Mbappé chega com oito gols, o mesmo número de Lionel Messi na corrida pela Chuteira de Ouro, mas leva vantagem nas assistências: são três, contra uma do argentino. É o tipo de detalhe que pode decidir muita coisa numa semifinal.
Números que pesam
A França tem sido uma das forças da Copa, e não vive só de Mbappé. Michael Olise virou uma das revelações do torneio. Na primeira participação em Mundiais, o meia distribuiu seis assistências em seis jogos, o maior número entre todos os jogadores da competição. É poder de fogo espalhado pelo time, não concentrado num homem só.
A Espanha faz da economia a sua marca. Todas as vitórias no torneio saíram por um gol de diferença, no capricho, no detalhe. E, até levar o gol de De Ketelaere, a seleção emendou seis partidas seguidas sem sofrer, a maior sequência do tipo na história das Copas do Mundo. Um time que sangra pouco atrás e resolve com o que tem à frente.
Aí está o xadrez desta terça. De um lado, o ataque francês que transforma pouco em muito. Do outro, a defesa espanhola que fecha as portas e espera a hora certa. Quem impuser o próprio jogo leva a melhor.
Dois anos depois daquela noite na Euro, França e Espanha voltam a se olhar de perto, agora por um lugar na final da Copa. Em Dallas, na terça, o vencedor segue vivo rumo à taça no dia 19. O perdedor troca o sonho pela disputa do terceiro lugar. Não há muito meio-termo numa semifinal, e este duelo promete ser assim: no fio da navalha.


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