Haaland e a Noruega desafiam a Inglaterra ferida por uma vaga inédita na semi, em Miami

Haaland e a Noruega desafiam a Inglaterra ferida por uma vaga inédita na semi, em Miami

A Noruega chega à sua primeira quarta de final de Copa embalada por Haaland, que marcou em 14 jogos seguidos pela seleção. Do outro lado, uma Inglaterra desfalcada por lesão e suspensão tenta barrar o sonho escandinavo neste sábado, em Miami.

Nesta página

A Noruega nunca esteve tão perto. Neste sábado, no Hard Rock Stadium, em Miami, os escandinavos encaram a Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, com uma vaga inédita na semifinal em jogo. É mata-mata: quem vencer segue vivo no sonho do título, quem perder encerra a caminhada por aqui. De um lado, um país que voltou ao Mundial depois de 28 anos. Do outro, um gigante que chega ferido, mas de pé.

O conto de fadas de Haaland

Esta é a primeira Copa da Noruega desde 1998, e a primeira vez na história que o país chega às quartas de final. O caminho até aqui teve nome e sobrenome: nas oitavas, os noruegueses passaram por cima do Brasil por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland.

A campanha mudou o tamanho da Noruega no mapa. Depois de quase três décadas longe do Mundial, o time chega às quartas embalado e com cara de zebra, dessas que já morderam o Brasil no meio do caminho.

O centroavante vive um momento fora da curva. Haaland estufou a rede em 14 jogos oficiais seguidos pela seleção, 27 gols nessa sequência iniciada em 2024. Não é lampejo de uma partida, é rotina. Homem de área que resolve sozinho, artilheiro que carrega o time nas costas.

Antes de a bola rolar, o norueguês soma 7 gols na Copa. Está em terceiro na briga pela Chuteira de Ouro, atrás dos líderes Kylian Mbappé e Lionel Messi, ambos com 8 (Mbappé na frente pelas assistências), e um gol à frente de Harry Kane, que tem 6. São números pré-jogo, e podem mudar já neste sábado. De quebra, coloca dois goleadores de respeito frente a frente.

A Inglaterra chega desfalcada

Do outro lado, a Inglaterra sofreu para colocar o pé nas quartas. Bateu o México por 3 a 2 no Estádio Azteca, com dois gols de Jude Bellingham, e segurou boa parte da partida com um a menos. Classificação no sufoco, de time grande que sabe sofrer.

O preço, porém, foi salgado. Jordan Henderson está fora do torneio: quebrou o braço comemorando um gol diante do México e passou por cirurgia em Kansas City, segundo a ESPN. Jarell Quansah, expulso naquele mesmo jogo, cumpre suspensão. A notícia boa para os ingleses atende pelo nome de Reece James, que deve ficar à disposição.

E há um detalhe que pesa no planejamento. Bellingham, Declan Rice, Marc Guehi e Nico O'Reilly estão pendurados. Um amarelo em Miami e qualquer um deles fica fora de uma eventual semifinal. É preciso brigar pela vaga sem esquecer do cartão.

Companheiros de City frente a frente

O confronto tem um tempero à parte para Haaland. O norueguês classificou o duelo com a Inglaterra como "super especial" e lembrou que divide o vestiário do Manchester City com vários ingleses que vai encontrar do outro lado. Na hora do jogo, a amizade fica de fora das quatro linhas.

O que está em jogo é grande para os dois. Uma vitória leva a Inglaterra à primeira semifinal desde 2018. Para a Noruega, seria escrever uma página que o país nunca viveu, o ponto mais alto de toda a sua história em Copas. Para os noruegueses, cada rodada a mais já é lucro; para os ingleses, a cobrança é sempre por resultado. A bola rola neste sábado, em Miami, e o sonho de um lado só sobrevive se calar o do outro.

Fontes

No comments yet