Merino sai do banco e decide de novo, e a Espanha bate a Bélgica rumo à semifinal

Com gol de Mikel Merino aos 88 minutos, a Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas da Copa e marcou duelo com a França na primeira semifinal do Mundial. A virada custou o recorde de 650 minutos invicto de Unai Simón.

Nesta página

A Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1 neste 10 de julho, no SoFi Stadium, em Inglewood (Los Angeles), e carimbou a vaga na semifinal da Copa do Mundo de 2026. O gol da classificação saiu aos 88 minutos, e veio de quem tinha acabado de entrar. Mikel Merino, mais uma vez, decidiu saindo do banco.

Fabián Ruiz abriu o placar aos 30 minutos e colocou a Roja no rumo que ela já conhecia bem. A Bélgica, no entanto, não se entregou e buscou o empate ainda no primeiro tempo. A virada só chegou no apagar das luzes, num lance de puro sufoco: Pau Cubarsí finalizou, o goleiro Senne Lammens espalmou mal, e a bola sobrou limpa na medida para Merino. O meia não perdoou. Foi o gol que decretou a virada e liquidou a fatura.

Vitória magra, sim, mas com gosto de classificação. A Espanha está entre as quatro seleções que ainda sonham com o título.

Merino, o homem do banco de novo

Não era novidade. Nas oitavas, contra Portugal, Merino também tinha entrado no segundo tempo para resolver nos minutos finais. Agora repetiu a dose: dois jogos de mata-mata, dois gols saindo do banco, duas classificações carimbadas com o relógio já apertando. Pouco mais de dois minutos em campo bastaram para transformá-lo no nome da noite em Los Angeles.

O gol coroou uma reta final carregada de drama. Aos 71, Thibaut Courtois deixou o gramado com o que parecia ser um problema no quadríceps. Visivelmente abalado, o veterano goleiro belga saiu de campo emocionado e deu lugar a Lammens. Foi justamente o substituto, ainda sem ritmo, quem falhou no lance que valeu a semifinal. Um roteiro cruel para a Bélgica, que viu o jogo escapar bem quando parecia perto de levá-lo para a prorrogação.

De Ketelaere encerra o recorde de Unai Simón

O empate belga já tinha entrado para a história bem antes do desfecho. Charles De Ketelaere subiu mais que a defesa e testou pra rede um cruzamento preciso de Timothy Castagne, deixando tudo igual ainda no primeiro tempo. Aquela cabeçada fez mais do que balançar as redes espanholas: derrubou uma marca que resistia havia meses. Por mais de dez horas de bola rolando, ninguém tinha vencido o goleiro espanhol.

Até ali, Unai Simón não era vazado na Copa havia 650 minutos, recorde do torneio que vinha lá de trás, do Mundial de 2022, no Catar. A Espanha somava seis jogos seguidos sem sofrer gols em 2026, uma muralha que ninguém tinha conseguido furar. A Bélgica foi a primeira seleção a marcar na Espanha em todo o torneio, e escolheu a hora certa para isso, pouco antes do intervalo, calando parte da festa da torcida espanhola.

França pela frente

O susto, porém, não saiu caro. A Espanha chegou às quartas invicta havia 35 jogos, série que se arrasta desde março de 2024, e seguiu de pé rumo ao seu grande objetivo. Agora está a uma única vitória da final.

E o próximo capítulo tem cara de decisão antecipada. A Roja encara a França na primeira semifinal do Mundial, na terça-feira, 14 de julho, no AT&T Stadium, em Arlington (Dallas). De um lado, a seleção que não perde há mais de dois anos e que aprendeu a vencer no sufoco. Do outro, os franceses, sempre perigosos no mata-mata. Quem passar por esse duelo coloca a mão na vaga para a final. E Merino, se depender do banco, já provou que sabe como se decide.

Fontes

No comments yet