A Suíça volta às quartas após 72 anos, mas encara Messi sem a joia Manzambi

A Suíça volta às quartas após 72 anos, mas encara Messi sem a joia Manzambi

A campeã Argentina e a Suíça decidem neste sábado, em Kansas City, uma vaga na semifinal da Copa. Os suíços, de volta às quartas depois de 72 anos, perderam para uma lesão no joelho o atacante Johan Manzambi, sua grande revelação no torneio.

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A Suíça está de volta às quartas de final de uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1954. São 72 anos de espera, o maior intervalo entre duas participações nesta fase em toda a história da competição. E a recompensa pela longa travessia não poderia ser mais dura: um encontro com a Argentina de Lionel Messi, atual campeã do mundo, neste sábado, 11 de julho, no GEHA Field at Arrowhead Stadium, em Kansas City. É o confronto entre a maior favorita ao título e a surpresa mais improvável desta Copa.

O baque que abalou os suíços

O problema é que a Suíça chega ao momento mais importante em sete décadas sem a sua grande revelação. Johan Manzambi, atacante de apenas 20 anos, está fora do confronto. O garoto sofreu uma lesão no joelho justamente na vitória sobre a Colômbia, nas oitavas de final, e não se recupera a tempo. O momento não poderia ser pior.

O técnico Murat Yakin não escondeu o tamanho da perda. A ausência do jovem "nos machuca enormemente", disse o comandante suíço, que classificou o problema como "um verdadeiro choque", segundo a ESPN. A frase resume bem o clima na delegação às vésperas do jogo mais importante de uma geração.

Os números ajudam a entender a preocupação. Em cerca de 200 minutos em campo nesta Copa, Manzambi somou 3 gols e 2 assistências, participando diretamente de quase tudo que a Suíça produziu de melhor. Com ele em ação, a seleção marcou uma média de 3,6 gols a cada 90 minutos. Sem ele, o rendimento despenca para 1 gol e 1,4 de xG (os gols esperados) por 90, também de acordo com a ESPN. A matemática é implacável: o time perde justamente o pé que acendia o ataque.

A campeã invicta do outro lado

Se a Suíça chega mancando, a Argentina desembarca em Kansas City embalada. A seleção de Messi está invicta há cinco jogos na competição, com 12 gols marcados no caminho. Com o camisa 10 à frente, a Albiceleste tenta manter viva a defesa do título e carimbar mais uma vaga entre os quatro melhores. A vitória mais recente veio no sufoco: uma virada por 3 a 2 sobre o Egito, também nas oitavas, no último dia 7, prova de que a atual campeã sabe sofrer e reagir quando o placar aperta.

A Suíça, por sua vez, precisou de nervos de aço para chegar até aqui. Segurou o 0 a 0 com a Colômbia ao longo dos 120 minutos e levou a decisão para a disputa de pênaltis, vencida por 4 a 3, no mesmo 7 de julho. Foi na base da raça, e não do futebol vistoso, que os suíços enterraram um jejum de 72 anos. Agora, o desafio é infinitamente maior.

Um passo da semifinal

O enredo está montado. De um lado, a favorita que carrega o peso da coroa e o brilho de Messi. Do outro, a zebra que esperou toda uma vida por este momento, mas que terá de reinventar o ataque sem o jogador que o fazia girar. A Suíça, que sonha grande, precisará provar que é mais do que um só nome.

A grande pergunta é como Yakin vai recompor a frente de ataque sem a sua joia. A bola rola em Kansas City neste sábado. Quem passar pelo Arrowhead fica a um único passo da final da Copa do Mundo.

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