Inglaterra e Argentina decidem nesta quarta-feira uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026. O palco é o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, no dia 15 de julho, com a bola rolando às 15h no horário do leste dos Estados Unidos (20h no Reino Unido). Quem passar joga a decisão no dia 19.
De um lado, os ingleses perseguem algo que não alcançam há quase sessenta anos: a primeira final de Copa desde o título de 1966. Do outro, uma Argentina campeã em 2022 e movida por Lionel Messi, que deve estar disputando seu último Mundial. É o tipo de confronto que a Copa guarda para os grandes dias.
Messi contra o relógio
Aos olhos do mundo, esta pode ser uma das últimas partidas de Messi em Copas do Mundo. E o camisa 10 chega embalado. São oito gols no torneio, número que o coloca na artilharia da competição ao lado de Kylian Mbappé. Dono dos recordes de gols e assistências na história dos Mundiais e campeão em 2022, o argentino tem mais uma vez a chance de escrever outro capítulo antes de deixar o palco.
A Albiceleste chegou à semifinal batendo a Suíça por 3 a 1, na prorrogação. Julian Alvarez decidiu com um chute de longe nos 30 minutos extras, depois de Mac Allister e Lautaro Martínez também terem balançado as redes. Um roteiro de sufoco, resolvido no fôlego a mais.
Bellingham, o homem dos momentos decisivos
Se a Argentina tem Messi, a Inglaterra tem Jude Bellingham. O meio-campista virou o nome do time na competição, com seis gols e uma mania de aparecer justo quando o jogo aperta.
Foi assim nas quartas. Diante da Noruega, a Inglaterra venceu por 2 a 1 na prorrogação, e Bellingham marcou os dois. Primeiro o empate, ainda nos acréscimos do primeiro tempo, quando a eliminação já rondava. Depois o gol da classificação, logo no início do tempo extra. Duas atuações seguidas resolvidas por ele no fio do regulamento, o tipo de peso que muda o clima de um vestiário inteiro.
Por trás do talismã, os ingleses apostam na força do elenco e na leitura de quem já entendeu como sobreviver ao mata-mata: segurar o jogo, esperar o momento e liquidar a fatura quando a chance aparece.
Uma rivalidade que atravessa gerações
Poucos duelos carregam tanta história quanto Inglaterra e Argentina em Copas. Os dois já se cruzaram em capítulos que entraram para o folclore do torneio, como os encontros de 1986 e 1998, cada um com sua própria carga de drama, herói e vilão. É uma rivalidade emocional, dessas em que o passado pesa tanto quanto o presente e em que ninguém no estádio precisa que expliquem o tamanho da coisa.
Nada disso, claro, garante o que vai acontecer em Atlanta. Mas ajuda a explicar por que este confronto tem gosto de decisão antes mesmo de a bola rolar. De um lado, um país que sonha voltar a uma final depois de gerações inteiras esperando. Do outro, um craque que pode estar se despedindo justamente do lugar onde construiu sua lenda.
O que está em jogo
A conta é simples e cruel, como todo mata-mata. Quem vencer estará na final do dia 19. Quem perder volta para casa. Se der empate no tempo normal, entram os 30 minutos de prorrogação e, se a igualdade persistir, a disputa de pênaltis decide quem segue vivo. Não à toa: foram justamente os 30 minutos extras que levaram as duas seleções até aqui.
A Inglaterra se agarra ao faro de Bellingham e à ambição de encerrar uma espera de quase seis décadas. A Argentina confia na genialidade de Messi e no brilho de um grupo que sabe o que é levantar a taça. São dois enredos que não cabem no mesmo jogo.
Em Atlanta, nesta quarta, um deles ganha mais um capítulo. O outro termina ali mesmo.

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