Troca de hotel e vírus no elenco: a Noruega e os perrengues fora de campo antes de encarar a Inglaterra

Troca de hotel e vírus no elenco: a Noruega e os perrengues fora de campo antes de encarar a Inglaterra

A caminho da primeira quarta de final de Copa da sua história, a Noruega trocou de hotel por causa do barulho de uma obra e conviveu com um vírus no vestiário. Às vésperas de encarar a Inglaterra, o médico da seleção garante: está todo mundo de pé.

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A Noruega chegou aonde nunca tinha chegado. Pela primeira vez em sua história, os escandinavos estão nas quartas de final de uma Copa do Mundo, de volta ao torneio depois de 28 anos de ausência, desde a França de 1998. A um único jogo da semifinal, era para a semana ser de pura festa.

Foi de tudo, menos de tranquilidade. Uma véspera de quartas de Copa deveria girar em torno de escalação, marcação e bola parada. A da Noruega girou em torno de cama e termômetro.

Para uma nação que passou quase três décadas assistindo às Copas de longe, chegar às quartas já é feito histórico. E é justamente por isso que cada detalhe da preparação virou assunto de Estado.

Uma noite de hotel foi o bastante

O primeiro incômodo veio de fora do campo. Literalmente. Hospedada no The Dalmar, em Fort Lauderdale, na Flórida, a delegação norueguesa passou uma única noite no hotel e resolveu arrumar as malas. O motivo era simples e barulhento: uma obra logo do lado de fora, alta demais para quem precisava dormir e afinar a concentração antes do maior jogo da história do país, segundo o Yahoo Sports.

A troca aconteceu poucos dias antes de encarar a Inglaterra. E quem confirmou a decisão foi o próprio capitão.

"Havia algumas coisas que poderiam ser melhores, e a gente resolveu", disse Martin Odegaard. "Foi só para otimizar e nos preparar da melhor maneira possível para uma partida importante."

Nenhum drama na fala do meia do Arsenal. Mas o recado estava dado. A palavra que Odegaard usou, otimizar, diz muito sobre o clima na delegação. Ninguém quis bancar o herói do improviso. Diante de um jogo que pode entrar de vez para a história do futebol norueguês, perder noites de sono por causa de barulho de obra não estava nos planos.

O vírus que já cobrou seu preço

Se o barulho foi o problema da semana, a saúde do elenco vinha tirando o sono da comissão técnica bem antes.

Jorgen Strand Larsen ficou de fora da estreia norueguesa no Mundial com febre. Marcus Holmgren Pedersen sequer entrou em campo na vitória sobre o Brasil, nas oitavas de final, depois de passar mal no dia da partida, segundo o Goal.com. A conta é simples de fazer: em momentos diferentes da campanha, o mesmo tipo de mal-estar já custou à Noruega dois jogadores.

E, pelo relato do treinador, o assunto não parou nos dois. Stale Solbakken admitiu que "um pouco de tosse e chiado" circulou pelo grupo ao longo do torneio. O comandante creditou o quadro ao desgaste das viagens de um canto a outro dos Estados Unidos, o preço de uma Copa espalhada por distâncias continentais. Nada que uma seleção do norte da Europa recebesse de bom grado no calor da Flórida.

"Todos saudáveis agora"

A boa notícia veio na voz de quem mais entende do assunto. Às vésperas do duelo com a Inglaterra, o médico da seleção, Ola Sand, foi direto ao ponto: "Todos os jogadores estão saudáveis agora."

Sand não deu detalhes clínicos, mas a mensagem não precisava de tradução: quem esteve na cama voltou para o campo. É o sinal verde que a Noruega esperava. Depois da mudança de hotel, da febre, do mal-estar e da tosse que rondou o vestiário, o elenco chega inteiro para a hora da verdade.

Resta agora a parte que nenhum médico nem gerente de hotel resolve. Diante da Inglaterra, a Noruega vai brigar por uma vaga inédita nas semifinais de uma Copa do Mundo, com Odegaard à frente de uma geração que espera desde 1998 por um momento assim.

O barulho da obra ficou em Fort Lauderdale. O termômetro voltou para a maleta. Sobrou o essencial. As distrações ficaram para trás, e o destino começa quando o árbitro apitar.

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